quarta-feira, 4 de março de 2009

El loco Bio Bio...

"Ensinar o narrador chileno a falar o nome do Pierre... ah! isso não tem preço!"


Pois é, terça lá no Palestra Itália acompanhei o jogo contra o Colo Colo (CHI) ao lado do narrador da "Bio Bio - La Rádio"... é isso mesmo. Que figura Juan Ramón Cid (foto), viu.


Na abertura da jornada, Juan sofreu para conseguir falar alguns nomes dos jogadores palmeirenses. Os mais complicado foi falar "Marcão" e "Pierre"... Marcão por que é complicado para os sul americanos falarem algo que tenha esse som do 'til', geralmente sai "Marcáo"...

Agora Pierre não teve jeito... saia "Pierrrrrrr" // "Piérrr" // "Piêrrrrr" ... eu e o repórter da Rádio Estação FM tentamos ajudar e não sei por que cargas d'água o narrador chileno me chamou, falou alguma coisa lá com o apresentador e pediu para eu falar... AO VIVO... como se pronunciava... só entendi ele dizendo: "Aca consco, la periodista brasileña e bla bla bla (claro, bla bla bla por que não entendi lhufas... rsrrs )" e lá fui eu no microfone azulzinho tentar ajudá-los....


O mais legal foi ver como é diferente o modo deles de transmissão. Ele ficou de pé os 90 minutos, ficava vermelho em lances mais perigosos e gritava tanto que parecia que estava brabo com alguém, mas era só o estilão mesmo da narração...


Durante quase toda a partida, Juan dizia: "Signoras e Signores aca la cancha dei Palmeras (isso, sem o I )... Côlo Côlo ( não é um som anasalado, é fechado mesmo na pronúncia deles) esssssssspetacular, va ganando".

Meu celular é meio ruinzinho, mas consegui gravar o grito de gol de Juan, o terceiro de ontem do Colo Colo... 48 segundos de puraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa emoção!


segunda-feira, 2 de março de 2009

A mística da amarelinha

Mística... Mistério... Amarelinha...





Não, não vou falar da seleção brasileira (digo isso por que é usual se usar estas três palavras quando se fala em nossa equipe nacional). Vou falar é desse "jaleco" que usamos quando estamos trabalhando dentro de campo.
Foto: Rodrigo Coca

Desde que comecei a faculdade de jornalismo, sempre quis trabalhar com esporte. Comecei com esportes tidos como 'amadores', cobringo jogos abertos do interior, jogos regionais... e aos poucos fui para o mundo do futebol. Nunca pensei em trabalhar em rádio, mas as coisas foram acontecendo e me sinto muito feliz por tudo que vem acontecendo...

... porém, uma coisa tem me chamado atenção. Como esse "jaleco" amarelo chama atenção e as vezes faz com que as pessoas achem isso "glamouroso". Explico-me para não ser injusta: amigos da época de faculdade e de infância quando viram essa foto aí de cima fizeram comentários e indagações como se eu fosse "global". Além disso, não pararam de perguntar sobre como é estar perto dos jogadores, como é se divertir nos jogos, como é estar nesse mundo que muitos só vem ou leem.

Perai... divertir nos jogos? Estar perto dos jogadores? Estamos lá, dentro ou fora de campo (como meus amigos/colegas de site e jornal) para TRABALHAR, temos que estar atentos a tudo, se há um descuido em um lance ou um fato... ai ai ai, tem que correr atrás e ainda ouvir puxões de orelhas da chefia.

Claro que também tem o momento de dar risada, da descontração. Mas estar dentro de campo (e isso é uma crítica sim para alguns que se acham super poderosos por isso) como repórter, ou fora dele lá nas cabines do impresso, tem o mesmo peso: é trabalho! Cada um faz o seu, defende seu produto e quem lhe paga, isso é normal... mas é bom saber que se pode contar com alguns, que são parceiros mesmo (P.S. São poucos, contamos nos dedos, mas valhem a pena).

Digo tudo isso por que vivo os dois lados: do rádio e de site e sei bem o quanto em um e outro sofremos para trabalhar seja pelo mau humor de jogadores, técnicos ou então situações adversas com companheiros de profissão.